11 de mar. de 2010

A Glória das duas alianças



Introdução

Devido uma forte oposição que colocava em dúvida a legitimidade de seu ministério, Paulo se vê na necessidade de justificar o ministério que recebeu diretamente de Jesus cristo. A vida e obras desenvolvidas por Paulo era sua maior recomendação (2 Co 3.5-6) O líder depende do espírito como sua única verdadeira Fonte de capacidade. Deve ter cuidado de não construir seu ministério apenas em treinamento ou capacidades humanas.

Carta de recomendação

Devemos ser recomendados por homens ou por Deus?
No caso de Paulo, ele alega ser infundado e apenas para satisfazer o espírito opositor de alguns Judeus cristãos a necessidade de um pastor e fundador daquela igreja conhecido por todos pelos atos e atitudes prudentes de um verdadeiro homem de deus. (2 Co.3.1)
Paulo relata que a maior e melhor recomendação que um servo de Cristo pode ter é a evidencia do seu ministério no coração e na vida daqueles que foram por ele alcançados para o Senhor Jesus.
Continuando sua resposta à acusação de arrogância, Paulo descreve a base da confiança do ministro do Senhor (2 Co. 3.4-12). O Único orgulho legítimo está no Senhor (1 Co.1.31). Interessados em qualificações exteriores, superficiais, os coríntios não cessam de criar falsos padrões para julgar os apóstolos. Paulo resiste ao direito de intitulação. O mesmo Deus que o chamou quando era perseguidor da igreja (Fl.3.3-7) é fiel.Embora não fosse concebível que alguém estivesse à altura dessa missão (2 Co. 2.16), o Deus que criou e que fez a aliança escrita em pedra agora recria e qualifica ministros para a nova aliança. O propósito da lei era definir o pecado que mata. Mas o espírito de Deus dá vida.

As duas alianças

• O que era a primeira aliança?Em que estava fundamentada?
A Primeira Aliança foi feita entre Deus e Abraão, com seus descendentes, o povo judeu. A circuncisão era o sinal desta aliança. A passagem de Atos 7:1-53 conta, resumidamente, toda a história do Antigo Testamento, e da Antiga Aliança. Estava baseado na “obediência” X “Punição”
• O que é a segunda aliança?Em que esta fundamentada?
A Nova Aliança foi feita entre Deus e Cristo, com seus descendentes (Mateus 26:28; Lc 22:20). Esta nova Aliança ou Testamento de Deus com os Homens é feita pelo sangue de Cristo. Todos aqueles que aceitam o sacrifício de Cristo na cruz, tornam-se participantes desta Nova Aliança, sendo beneficiados com todas as promessas e obrigações que estão no Antigo e no Novo Testamento. Está baseada no amor e poder de Deus.

A Letra X O Espírito.

“A letra mata e o espírito vivifica” (2 Co 3.6).
Paulo continua nos versículos seguintes mostrando a diferença entre a lei e o espírito (3:7-18). Ele mostra que o Antigo Testamento (a letra) traz a condenação, enquanto o Novo (o espírito) oferece a salvação. Para compreender bem esta parte importante do capítulo, estude a tabela anexa. Este trecho não é um aviso contra o estudo cuidadoso da palavra, e jamais deve ser usado para justificar a preguiça no estudo ou a teimosia em recusar qualquer instrução que vem do Senhor.


A Letra Mata O Espírito Vivifica

1. “o ministério da morte, gravado com letras em pedras” (3:7)
1. “o ministério do Espírito” (3:8)
2. Moisés (3:7)
2. Apóstolos de Jesus (3:6)
3. “O ministério da condenação” (3:9)
3. “o ministério da justiça” (3:9)
4. Glorioso (3:9)
4. Muito mais glorioso (3:9)
5. “foi glorificado... já não resplandece” (3:10)
5. “atual sobreexcelente glória” (3:10)
6. “o que se desvanecia teve sua glória” (3:11)
6. “muito mais glória tem o que é permanente” (3:11)
7. O véu de Moisés escondeu o que se desvanecia (3:12-13)
7. Os apóstolos falaram com ousadia, sem esconder a esperança (3:12)
8. Os seguidores do AT ainda têm o véu (3:14-15)
8. O véu é removido em Cristo (3:14,16)
9. Há condenação na Lei (3:9; cf. Romanos 3:20; Gálatas 3:22)
9. Há liberdade no Espírito (3:17)
10. A letra do AT condena (3:7,9) – a letra mata!
10. Somos transformados no Espírito no NT (3:18) – o Espírito vivifica!

Fonte http://www.estudosdabiblia.net/d166.htm, pesquisado em 23-01-2010.

O reino governado pela Antiga Aliança foi limitado. Era limitado em termos de pessoas, porque era o reino do povo de Israel. Quando Deus revelou aquela lei no monte Sinai, ele disse: “Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel... vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19:3,6). Era limitado em termos de território, porque o povo geralmente morava dentro de um território nacional. Deus disse: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir” (Deuteronômio 6:1; cf. 11:8). Estrangeiros foram obrigados a guardar algumas leis quando moravam no território de Israel: “A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós outros e para o estrangeiro que mora convosco” (Deuteronômio 15:16).
Mas o reino da Nova Aliança é universal. Jesus tem “toda a autoridade... no céu e na terra” e mandou os apóstolos a fazerem discípulos de todas as nações (Mateus 28:18-20). O reino de Cristo hoje é a “universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:22-23). Não é limitado por território geográfico, pois este reino é espiritual (1 Pedro 2:5). A vontade do rei, Jesus Cristo, vale para todas as pessoas na face da terra (Atos 17:30; Romanos 1:16).

O Ministério da Lei em contradição com o ministério da Graça.

A Lei A Graça

1. A Lei diz: “Olho por olho e dente por dente” (Êx 21.23-25).
1. A Graça diz: “Não resistirá ao mal” (Mt 5.39).
2. A Lei diz: “Aborrecerás o teu inimigo” (Dt 23.6).
2. A Graça diz: “Amais os vossos inimigos” (Mt 5.44).
3. A lei exige: “Fazei e vivei (Lv 18.5) [a segurança de Israel, tudo o que lhe diz respeito, consiste em fazer algo para poder viver] (Ne 9.29; Êx 2.11; Gl 3.12).
3. A graça diz: “Crede e vivei” (Jo 5.24), para que pela fé recebamos a promessa do Espírito (Rm 4.13,16);
4. A lei foi dada por causa da transgressão (Gl 3.19)
4. A Graça foi dada como promessa a Abraão e sua posteridade: Cristo (Gl 5.3-18).
5. A Lei é à força do pecado (Rm 4.15).
5. A Graça nos livra do pecado (Rm 6.14,15).
6. A Lei condena a melhor criatura (Sl 14.1-3).
6. A Graça justifica graciosamente a pior criatura (Lc 23.43; Rm 5.5-8).
7. A Lei opera a ira de Deus (Rm 4.15).
7. A Graça nos livra da ira futura (Is 54.8).
8. A Lei fecha toda a boca (Rm 3.19).
8. A Graça abre toda a boca (mc 16.15-18).
9. A Lei opera a morte (Rm 7.4-11).
9. A Graça opera a vida eterna (Jo 5.24,39, 40).
10. A Lei não justifica alguém diante de Deus (At 13.39).
10. A Graça nos justifica mediante a fé (Rm 3.21-28).

Extraído do livro, Estudos sobre o Apocalipse, CPAD, pp. 49,50

A Glória do antigo pacto ou aliança era passageira porque trazia à tona a realidade do pecado, sua maldição e condenação. O Novo pacto ou aliança demonstrou outra característica da glória de Deus, o seu poder misericordioso para salvar e dar vida. A glória do primeiro concerto revelou o ministério da morte, porque condenava e amaldiçoava todo aquele que não cumpria a lei, mais a glória do segundo concerto revelou o ministério da vida e da graça de Deus. Por isso, a glória do evangelho é superior à da lei.

Conclusão

Não é preciso complicar o que é simples. Uma leitura atenta do livro de Hebreus, sobretudo dos capítulos 7 até o final do 10, mostrará que a Antiga Aliança é inferior à Nova, especialmente porque o principal instrumento da Antiga Aliança, a Lei com todos os seus rituais, era transitória, simbólica e apontava para seu cumprimento na vida do Messias que havia de vir. A Nova Aliança é superior, porque é definitiva. Cristo cumpriu cabalmente a Lei em nosso lugar e tornou-Se nosso Sumo Sacerdote perpétuo. Então, para ilustrar, basta comparar o sacerdócio levítico com o do Senhor Jesus: qual tem maior valor? Isso não quer dizer, de jeito nenhum que temos liberdade para pecar, uma vez que a Lei foi ultrapassada, pois a Palavra de Deus trata disso muito claramente. Ver em (Rm. 6).

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